A alocação de
ativos refere-se à proporção de diferentes classes de ativos que
compõem o patrimônio. O objetivo é o equilíbrio entre o risco e
retorno. O ditado, "não colocar todos os ovos na mesma cesta"
é geralmente usado para explicar esta estratégia.
Determinar a
alocação de ativos "certa" para metas de longo prazo
(definidas com pelo menos 15 anos) como aposentadoria é uma tarefa
difícil, se estamos procurando um método para fazê-lo. É difícil,
se não impossível encontrar a “ alocação de ativos ideal ”.
Idealmente, deve-se
escolher os bens que são pouco correlacionados entre si ou seja,
como um ativo se comporta em relação a outro. Nesse caso, é mais
fácil de usar análise de carteira para determinar uma boa alocação
de ativos.
Ações, renda fixa
e de imóveis formam uma combinação padrão que pode ser usado para
alocação de ativos.
Então quando se
trata de alocar recursos, uma grande quantidade de pessoas tentam
chamar a nossa atenção para produtos. São analistas de mídia,
gestores de ativos, corretores, gerentes de banco entre outros.
Revistas e sites buscam a nossa atenção para ouvir as últimas
notícias e pontos de vista.
A maioria das
pessoas que tem investimentos fica preocupada com os meandros do
mercado no dia a dia e aqueles mais obcecados com o barulho do dia a
dia do mercado e comentários são mais propensos a sentir a
necessidade de fazer alguma coisa - o que geralmente significa mudar
constantemente a alocação de ativos.
Trocas de posição
em demasia aumentam as despesas como taxas e impostos reduzindo os
retornos.
A alocação de
ativos pode ficar prejudicada se o investidor reagir a alguma notícia
ou comentário como "não é bom possuir títulos do governo
agora" ou afirmando que "Esta é uma grande oportunidade
única para investir no ativo X "
Aspectos
simples mas eficientes para uma alocação de ativos
Uma
das preocupações que surgem quando da alocação dos ativos na fase
de acumulação de um patrimônio é a diversificação mas, como
obter os benefícios da diversificação? Alguns passos simples são
de grande utilidade:
a) Não existe um
número correto de ativos que você deve investir, porém eles não
devem passar de meia dúzia, sob o risco de haver sobreposição que
em caso contrário poderia levar a obter taxas mais atrativas.
b) Não tenha
investimentos que você não entenda. Se você não compreende o
funcionamento dele você não sabe se ele atende o seu perfil.
c) Você pode
explicar exatamente por que você comprou cada investimento você
possui? Se foi mencionado em uma propaganda ou apareceu na lista de
algumas recomendações populares não é uma resposta aceitável.
Além de saber como funciona um investimento, você precisa entender
qual é o papel específico que desempenha na sua carteira e como,
precisamente, melhora o desempenho do seu portfólio. Idealmente,
você também deve ser capaz de quantificar o benefício que você
recebe de possuí-lo, como ele melhora o equilíbrio entre risco e
retorno.
d) Como
investimentos diferentes possuem retornos diferentes, é necessário
monitorar e reequilibrar periodicamente a sua carteira para restaurar
as proporções planejadas.
O
equilíbrio na alocação de ativos para a aposentadoria
A
alocação de ativos ideal visando a aposentadoria é um objetivo
importante na acumulação de capital para a aposentadoria. É
uma arte e uma ciência, pois a atribuição para os investimentos
está dentro de um amplo espectro entre risco e retorno submetida ao
perfil da pessoa, fases da vida e o estilo de vida desejado no
futuro.
Outra questão a
ser considerada é o deslocamento dentro do espectro quando se começa
retiradas do patrimônio com o passar dos anos. Por exemplo uma
alocação de ativos em 50% de renda fixa e 50% em renda variável
poderá ser adequada aos 60 anos mas inadequada aos 70 anos.
Investir é tentar
encontrar a melhor relação entre entre risco e retorno. Um retorno
mais alto em relação a determinado investimento infere maior risco.
As pessoas que estão acumulando patrimônio para a aposentadoria
tendem a fazer alocações em ativos mais arriscados para colher
maiores retornos esperados. A maioria dos questionários que visam
definir o perfil do investidor são projetados para esta finalidade,
ou seja para encontrar um nível máximo de risco que a pessoa pode
tolerar. O resultado é então usado para determinar uma alocação
de ativos que está no nível máximo de risco.
Para aposentados ou
quem está quase aposentado não há nenhuma razão econômica para
assumir mais risco em investimentos do que o necessário uma vez que
já acumulou patrimônio suficiente para a aposentadoria. O foco deve
ser sobre o valor do risco mínimo necessário para gerar uma renda
exigida na aposentadoria e tentar conservar o patrimônio através de
retiradas sustentáveis.
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