terça-feira, 18 de agosto de 2015

Ainda sobre a inflação


Porque devemos investir


         Além da acumulação de patrimônio através da acumulação de juros compostos há um outro fator fundamental para isso que é a inflação. Assim a primeira razão para investirmos é manter o poder de compra do nosso dinheiro. Em todos os anos as nossas economias tem que crescer, pelo menos, à taxa de inflação para repor o poder aquisitivo.















           O gráfico acima mostra como o poder aquisitivo (valor real ) de R$10.000,00 cai ao longo dos anos, devido ao impacto da inflação. No exemplo consideramos uma inflação constante de 6% ao ano.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Planos Periódicos de Investimentos (I)

          Na acumulação de patrimônio deve-se fazer aportes periódicos em aplicações financeiras. Às vezes os valores são constantes ou não, tendo ou não uma periodicidade e muitas vezes com taxas de juros diferentes ao longo dos períodos.
            O estudo desses investimentos então torna-se importante para um acompanhamento do planejamento da aposentadoria. Comecemos o estudo com um plano periódico de aplicações constantes sob uma taxa de juros constante.
            Suponha que você faça 15 depósitos consecutivos no início de cada mês no valor de R$ 500,00 cada um, em um investimento que rende uma taxa de juros constante de 0,8% ao mês. Um mês após o último depósito você terá R$ 8.002, 90.
            O primeiro depósito crescerá 14 meses, o segundo 13 meses, assim por diante até o último que renderá apenas 1 mês. Cada parcela tem a sua taxa de juros até o final mesmo que a taxa de aplicação seja constante de 0,8% ao mês.
           

taxa
Data
Depósito
Saldo
Juros
0,008
0
 R$    500,00
 R$       504,00
 R$         4,00
1
 R$    500,00
 R$    1.008,03
 R$         8,03
2
 R$    500,00
 R$    1.516,10
 R$       16,10
3
 R$    500,00
 R$    2.028,23
 R$       28,23
4
 R$    500,00
 R$    2.544,45
 R$       44,45
5
 R$    500,00
 R$    3.064,81
 R$       64,81
6
 R$    500,00
 R$    3.589,32
 R$       89,32
7
 R$    500,00
 R$    4.118,04
 R$     118,04
8
 R$    500,00
 R$    4.650,98
 R$     150,98
9
 R$    500,00
 R$    5.188,19
 R$     188,19
10
 R$    500,00
 R$    5.729,70
 R$     229,70
11
 R$    500,00
 R$    6.275,53
 R$     275,53
12
 R$    500,00
 R$    6.825,74
 R$     825,74
13
 R$    500,00
 R$    7.380,34
 R$  1.380,34
14
 R$    500,00
 R$    7.939,39
 R$  1.939,39
15
----
 R$    8.002,90
 R$  2.002,90

Planilha do investimento


            Podemos calcular a taxa de juros média do período:
R$ 8.002,90 = R$ 7.500,00 ( 1 + im )^15   > im = 0,43% ao mês durante o período.
            

domingo, 12 de julho de 2015

Planejamento financeiro para jovens

        Que tipo de planejamento financeiro uma pessoa que está entre os 25 anos até os 35 anos pode ter em mente se nesta fase da vida tem vários marcos significativos como casamento, filhos, abertura e fechamento de negócios ou mudanças de emprego, mudanças de residência e outros tantos eventos?
         É um período de grandes transições e mudanças que movimentam recursos e isso já é uma boa razão para fazer um planejamento financeiro afim de gerenciar o risco que as mudanças trazem.
         Esse planejamento deve ser diferente de um planejamento feito para uma pessoa mais velha que pensa em um estilo de vida muitos anos depois, na aposentadoria.
        Nesse período é desnecessário pensar em uma renda futura obtida a partir da Previdência Social, gerenciamento de patrimônio acumulado durante décadas e talvez um trabalho em tempo parcial.
        Os jovens querem desfrutar da carreira e não serem forçados a parar de trabalhar aos 60/65 anos. Então o que diferencia o planejamento dos jovens? Fundamentalmente habilidades financeiras básicas e conhecimento. Ao mesmo tempo que estão fazendo dinheiro com suas carreiras, não têm a educação financeira para gastá-lo e alcançar objetivos futuros. Então o planejamento financeiro muitas vezes se concentra no orçamento e gestão de fluxo de caixa. Ajudar as pessoas a entender de onde o seu dinheiro está vindo e para onde ele está indo. Outro elemento importante que não pode ser esquecido é como lidar com dívidas.
        Indicar livros sobre finanças pessoais, cursos e blogs é sempre bom, mas não se deve pensar que isso é suficiente, que darão as respostas que cada um precisa. As respostas são individuais para cada pessoa e é ela que tem a chave para o planejamento e controle financeiro visando a aposentadoria.

Como escolher um produto financeiro

        Quando se trata de investimentos as pessoas geralmente perguntam qual o melhor produto financeiro. Talvez por comodidade essas pessoas só tem em mente um produto. A resposta certa não é necessariamente correta pois a pergunta é vaga, sujeita a vários conceitos. A resposta correta para essa pergunta é “ depende”, mas depende do que? Depende das necessidades de quem pergunta! Uma tentativa de ter uma resposta certa é:

a) Observar as necessidades pessoais e definir o quanto poderá ser poupado/investido em cada mês.
b) Ter uma estratégia de investimentos tendo em mente um ganho real acima da inflação
c) Reservar uma parte do tempo para conhecer as características dos produtos financeiros
d) Escolher o produto financeiro adequado às suas expectativas

domingo, 3 de maio de 2015

Aspectos práticos da avaliação dos riscos

        Se alguém é aposentado ou está no caminho para a independência financeira é de supor que possui ativos que formam um patrimônio que possui liquidez e segurança em maior ou menor grau. Porém, esses ativos estão sujeitos a riscos de diversas magnitudes pois o mundo econômico é um mundo inconstante.
        Para preservar esses ativos a pessoa precisa entender os vários riscos financeiros associados a eles e em seguida precisa dar-lhes prioridade. Cada risco tem uma probabilidade e um custo ligado a ele. Alguns são susceptíveis de ocorrer com grande probabilidade, enquanto outros são improváveis. Alguns são relativamente fáceis de proteger, enquanto outros podem ser caros ou impossível de colocar uma proteção segura (com baixa probabilidade de ocorrência). Compreender essas diferenças é fundamental para otimizar a proteção do patrimônio.
        Vamos começar com a variedade de riscos de natureza externa a serem enfrentados. Um dos mais importantes são as políticas econômicas - o resultado das interações comerciais entre as pessoas. Um efeito potencialmente perigoso dessas políticas é a inflação que corrói o poder de compra ao longo do tempo. Por outro lado as pessoas tendem a agrupar-se em  instituições como governo, empresas, etc - e isso pode significar problemas na medida que essas instituições adquirem poder e podem usá-lo para transferir recursos para favorecer um grupo ou outro, ou ainda usar esse poder para defender os seus próprios interesses, em vez do bem-estar geral.
         Outros riscos enfrentados são de natureza interna aqui entendida como sendo  nós mesmos . Às vezes somos o nosso pior inimigo. Isto é especialmente verdadeiro quando se trata por exemplo, do comportamento do consumidor quanto à renda, gastos, poupança e investimentos. Estatísticas dizem que a maioria das pessoas são incapazes de mudar hábitos de consumo, gastando os recursos no presente e incapazes de poupar para uma independência financeira seja qual for o nível da renda. Já aqueles que conseguem poupar um pouco, em seguida, enfrentam um outro obstáculo psicológico que é investir com sabedoria, fazer a poupança trabalhar para aumentar a riqueza. As armadilhas aqui podem ser grandes pois entram riscos proporcionais aos ganhos, podendo diminuir o patrimônio duramente conquistado. 
         Mas o risco fundamental é a ignorância ou inexperiência, levando a erros de investimentos. Então o melhor a fazer é aprender com esses erros usando pequenas quantias de dinheiro. Quantias que não comprometam de forma definitiva o valor total dos ativos, que se perdidas não comprometem o planejamento financeiro.
         Outro risco significativo é a má informação decorrente da ignorância. Se uma pessoa percebe que não sabe o suficiente, deve naturalmente procurar conhecimento e aconselhamento. Atualmente proliferam as mais variadas informações, conselhos financeiros, produtos e serviços para venda, especialmente no mundo eletrônico. Sem um filtro ou alguma orientação as chances de encontrar informações úteis são baixas, porque cada caso é um caso e aplicá-las a situação pessoal pode ser difícil, exigindo experiência e tempo. Mesmo com conselhos de confiança, a complexidade do mundo financeiro pode trabalhar contra o sucesso.  
Isso nos leva ao próximo conjunto de riscos, o que nós vamos agrupar sob o rótulo de regras do jogo. O fato é que no sistema financeiro que usamos, o patrimônio que pensamos como nosso, não importando a liquidez, são apenas ferramentas financeiras abstratas nas mãos de outros. A pessoa não pode investir seu dinheiro sem pagar alguém em primeiro lugar. Estamos falando das taxas. Na melhor das hipóteses as taxas são um custo baixo e transparente. Na pior das hipóteses, é uma armadilha escondida, de valor significativo e contínuo. Estes são os riscos da utilização de um sistema financeiro que foi projetado e construído por interesses poderosos para seus próprios propósitos.
  Em seguida temos os impostos, que são regras ditadas e controladas por um único participante que é o governo. Não há muitos temas financeiros tão controvertidos, complexos e incompreendidos como os impostos. Nenhum de nós pode escapar dos impostos, e somos influenciados em diferentes graus.
        Qual a probabilidade de ocorrência desses riscos? ignorância, má informação, e as regras do jogo manipulado são os riscos que todos as pessoas estão expostas todos os dias pois tem o patrimônio no sistema. Assim devemos fazer tudo ao nosso alcance para reduzir esses riscos.
  Uma notícia boa é que existem passos concretos que se pode tomar para melhorar a segurança financeira. Por outro lado a má notícia é que não há nenhum porto seguro final. Somos todos dependentes uns dos outros e das instituições que criamos. No final, tudo o que podemos realmente controlar são as nossas próprias ações.

domingo, 8 de março de 2015

A inflação



A inflação consiste nos aumentos persistentes e generalizados dos preços dos bens e serviços disponíveis para a sociedade. O contrário, a diminuição, chama-se deflação.
A inflação obriga uma quantidade cada vez maior de moeda no pagamento de um bem ou serviço. Sem que tenha havido uma produção maior de riqueza, esse aumento da quantidade de moeda gera perda do poder aquisitivo da própria moeda.
A inflação corroendo o nosso poder de compra e nível de vida, está sempre no fundo de nossas mentes. É por isso que é importante entender a inflação para melhor proteção do seu potencial impacto. Pode-se começar entendendo alguns pressupostos:
O primeiro deles é a projeção da inflação. Há vários índices que, usando diversas metodologias calculam a inflação, mas o governo através do IBGE mede a inflação ao consumidor em um índice denominado Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) que é o índice “ oficial”. O Conselho Monetário Nacional estabelece uma meta para o IPCA e o Banco Central tem várias ferramentas para controlar a inflação, incluindo mudanças na oferta de moeda e a taxa de juros básica da economia, a Selic. Isso leva a crer que a inflação parece ser fácil de domar, mas os economistas têm um histórico ruim de projetar a inflação.
Os índices inflacionários conhecidos, calculados e publicados periodicamente tomando como base uma cesta de consumo médio incorrida pelas famílias brasileiras podem não refletir a situação pessoal dessa família. Portanto um planejamento financeiro ficará no mínimo incompleto se a pessoa não calcular o seu índice de inflação pessoal.
Quanto aos investimentos a inflação tem enorme importância sobre as operações financeiras realizadas no Brasil. Em contextos inflacionários, deve-se ficar atento para a denominada ilusão monetária, ou rendimento nominal, situação em que a inflação e a taxa real de juros tem praticamente o mesmo valor. Por exemplo, se em determinado período a inflação oficial foi de 0,6% e a taxa de juros de um investimento também foi de 0,6% não há ganho real monetário, simplesmente o poder de compra se manteve no período sob o mesmo ponto de vista oficial.
Para um aposentado a inflação é o principal motivo de preocupação, pois as retiradas do patrimônio e consequentemente o padrão de vida sofrem um impacto direto da subida dos preços.
Mais importante do que os índices de inflação é a inflação pessoal, pois o maior controle efetivo do equilíbrio financeiro dela está nos gastos.
A economia utiliza várias medidas diferentes para a inflação, que podem ou não se relacionar bem com a sua experiência pessoal porque a sua taxa pode ser diferente. Índices gerais de inflação tendem a ter impacto na renda da pessoas a partir de vários programas do governo. Mas quando se trata do orçamento pessoal o que ajuda a ter algum sentido é a taxa pessoal de inflação e, isso pode ser bastante diferente dos índices da economia.
Assim se a inflação pessoal for menos do que a rentabilidade do patrimônio não há dificuldades em se manter o padrão de vida, mas caso contrário medidas devem ser tomadas para que a depreciação do mesmo seja o mínimo possível.



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Aposentar-se aos 65 anos, impossível para milhões de latino-americanos


Baixos valores pagos pela previdência e o aumento da expectativa de vida impõem desafio

ROBERT VALLS Buenos Aires - 7 FEB 2015

          É uma segunda-feira quente de verão em Buenos Aires. Julio entra em seu táxi às 6 da manhã em busca dos primeiros clientes do dia. Tem pela frente uma dura jornada em uma cidade deserta pelo êxodo das férias.
          Aos 68 anos ele recebe uma aposentadoria do Estado, mas o sonhado desejo de deixar de trabalhar continua distante. Pelo contrário, tem de trabalhar de cinco a seis horas por dia para ter o suficiente para viver.
¨          Durante meus anos de trabalho fiz poucas contribuições para a aposentadoria. Por isso tenho de trabalhar, para me manter”, diz ao volante.
Seu caso não é uma exceção na América Latina, pois, apesar dos significativos avanços nos sistemas de aposentadoria durante a última década, a maioria dos idosos tem de continuar trabalhando depois da idade média de aposentar-se.
          ¨Depende muito de quanto economizaram. Se antes as pessoas viviam até os 70 e se aposentavam aos 58 anos, tinham 12 anos de aposentadoria. Hoje em dia a esperança de vida é mais alta e, se vivem até os 80, precisam trabalhar mais”, explica Michele Gragnolati, especialista do Banco Mundial em desenvolvimento humano.
          A realidade latino-americana mostra que as aposentadorias são tão baixas que bem poucos afortunados podem permitir-se não trabalhar depois dos 65 anos. Estas são as aposentadorias pagas em alguns países da região:

Argentina: mínimo de 3.821 pesos argentinos (1200 reais)
México: mínimo de aproximadamente 1.600 pesos mexicanos (300 reais)
Brasil: mínimo de 772 reais
Colômbia: mínimo de 644.350 pesos colombianos (730 reais)
Peru: mínimo de 415 novos sóis (370 reais)

          Apesar dos baixos valores, a América Latina conseguiu oferecer cobertura a mais da metade dos idosos – cerca de 30 milhões de pessoas. E fez isso por meio de três estratégias diferentes: dando benefícios a todos os idosos (na Bolívia e em Trinidad e Tobago); incluindo os excluídos (na Argentina, Brasil, Chile, Panamá e Uruguai); e se concentrando nos mais vulneráveis (na Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, México, Paraguai e Peru).

O benefício de trabalhar mais anos

         Ao contrário do que se poderia pensar, o prolongamento da vida laboral não é necessariamente negativo; se chegam à velhice com boa saúde física e mental, os idosos vão continuar sendo produtivos e, em alguns casos, o trabalho pode resultar em uma fonte de gratificação nessa nova etapa caracterizada pela abundância de tempo de lazer.
Paralelamente, o trabalho dos idosos tem também impacto direto nos sistemas de aposentadorias. Na média, quase a metade dos trabalhadores não contribui para os sistemas de previdência social.
Nesse sentido, se os cidadãos trabalhem, por um lado, continuam financiando o sistema de saúde, por outro, usam a aposentadoria durante menos tempo, o que ajuda no equilíbrio dos sistemas de previdência social.
          A política ideal seria ter uma cobertura que garantisse um benefício mínimo para ajudar nas necessidades básicas e um sistema de emprego capaz de continuar oferecendo oportunidades de trabalho dignas para os que agora se aposentam”, opina Gragnolati.
          Segundo Gragnolati., um cenário razoável seria uma estrutura horária decrescente, ou seja, uma saída gradual do mercado de trabalho, reduzindo paulatinamente o número de horas de trabalho.
A lógica é simples: os idosos contribuiriam mais e consumiriam menos aposentadorias. Na atualidade, os trabalhadores na ativa contribuem para financiar a renda dos aposentados, mas o prolongamento da vida laboral faria com que parte de suas contribuições fossem destinadas à própria aposentadoria.

Uma oportunidade inigualável

          Para 2050, a população com mais de 65 anos triplicará. Essa mudança demográfica causará impacto na produtividade dos países e, paralelamente, será mais difícil satisfazer a crescente demanda de serviços públicos, como os de saúde ou aposentadoria, especialmente em sociedades de renda baixa e média, como as latino-americanas.
         A boa notícia é que atualmente 65% da população latino-americana está em idade de trabalhar, fato que representa uma vantagem demográfica por oferecer as ferramentas para um aumento da produtividade. Esse porcentual, afirmam os especialistas, continuará subindo nos próximos anos.
Essa situação de suposta produtividade em alta oferece aos países da região uma oportunidade inigualável para economizar, investir no capital humano e físico e garantir a acumulação de capital.
         Esses esforços, avaliam os especialistas, serão vitais para que no futuro, quando diminua a proporção de pessoas em idade de trabalhar e aumente o porcentual de idosos, possam ser oferecidos serviços públicos de qualidade.


* Robert Valls é produtor online do Banco Mundial

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Alocação de Ativos


         A alocação de ativos refere-se à proporção de diferentes classes de ativos que compõem o patrimônio. O objetivo é o equilíbrio entre o risco e retorno. O ditado, "não colocar todos os ovos na mesma cesta" é geralmente usado para explicar esta estratégia.
         Determinar a alocação de ativos "certa" para metas de longo prazo (definidas com pelo menos 15 anos) como aposentadoria é uma tarefa difícil, se estamos procurando um método para fazê-lo. É difícil, se não impossível encontrar a “ alocação de ativos ideal ”.
        Idealmente, deve-se escolher os bens que são pouco correlacionados entre si ou seja, como um ativo se comporta em relação a outro. Nesse caso, é mais fácil de usar análise de carteira para determinar uma boa alocação de ativos.
         Ações, renda fixa e de imóveis formam uma combinação padrão que pode ser usado para alocação de ativos.
        Então quando se trata de alocar recursos, uma grande quantidade de pessoas tentam chamar a nossa atenção para produtos. São analistas de mídia, gestores de ativos, corretores, gerentes de banco entre outros. Revistas e sites buscam a nossa atenção para ouvir as últimas notícias e pontos de vista.
        A maioria das pessoas que tem investimentos fica preocupada com os meandros do mercado no dia a dia e aqueles mais obcecados com o barulho do dia a dia do mercado e comentários são mais propensos a sentir a necessidade de fazer alguma coisa - o que geralmente significa mudar constantemente a alocação de ativos.
        Trocas de posição em demasia aumentam as despesas como taxas e impostos reduzindo os retornos.
        A alocação de ativos pode ficar prejudicada se o investidor reagir a alguma notícia ou comentário como "não é bom possuir títulos do governo agora" ou afirmando que "Esta é uma grande oportunidade única para investir no ativo X "

Aspectos simples mas eficientes para uma alocação de ativos

       Uma das preocupações que surgem quando da alocação dos ativos na fase de acumulação de um patrimônio é a diversificação mas, como obter os benefícios da diversificação? Alguns passos simples são de grande utilidade:

a) Não existe um número correto de ativos que você deve investir, porém eles não devem passar de meia dúzia, sob o risco de haver sobreposição que em caso contrário poderia levar a obter taxas mais atrativas.
b) Não tenha investimentos que você não entenda. Se você não compreende o funcionamento dele você não sabe se ele atende o seu perfil.
c) Você pode explicar exatamente por que você comprou cada investimento você possui? Se foi mencionado em uma propaganda ou apareceu na lista de algumas recomendações populares não é uma resposta aceitável. Além de saber como funciona um investimento, você precisa entender qual é o papel específico que desempenha na sua carteira e como, precisamente, melhora o desempenho do seu portfólio. Idealmente, você também deve ser capaz de quantificar o benefício que você recebe de possuí-lo, como ele melhora o equilíbrio entre risco e retorno.
d) Como investimentos diferentes possuem retornos diferentes, é necessário monitorar e reequilibrar periodicamente a sua carteira para restaurar as proporções planejadas.


O equilíbrio na alocação de ativos para a aposentadoria

      A alocação de ativos ideal visando a aposentadoria é um objetivo importante na acumulação de capital para a aposentadoria. É uma arte e uma ciência, pois a atribuição para os investimentos está dentro de um amplo espectro entre risco e retorno submetida ao perfil da pessoa, fases da vida e o estilo de vida desejado no futuro.
        Outra questão a ser considerada é o deslocamento dentro do espectro quando se começa retiradas do patrimônio com o passar dos anos. Por exemplo uma alocação de ativos em 50% de renda fixa e 50% em renda variável poderá ser adequada aos 60 anos mas inadequada aos 70 anos.
Investir é tentar encontrar a melhor relação entre entre risco e retorno. Um retorno mais alto em relação a determinado investimento infere maior risco. As pessoas que estão acumulando patrimônio para a aposentadoria tendem a fazer alocações em ativos mais arriscados para colher maiores retornos esperados. A maioria dos questionários que visam definir o perfil do investidor são projetados para esta finalidade, ou seja para encontrar um nível máximo de risco que a pessoa pode tolerar. O resultado é então usado para determinar uma alocação de ativos que está no nível máximo de risco.
        Para aposentados ou quem está quase aposentado não há nenhuma razão econômica para assumir mais risco em investimentos do que o necessário uma vez que já acumulou patrimônio suficiente para a aposentadoria. O foco deve ser sobre o valor do risco mínimo necessário para gerar uma renda exigida na aposentadoria e tentar conservar o patrimônio através de retiradas sustentáveis.




domingo, 4 de janeiro de 2015

A decisão de se aposentar

          Você trabalhou muito tempo poupando parte do que ganhou sistematicamente, o imóvel que você mora está pago bem como a faculdade dos filhos. Você já acumulou mais ativos do que você sonhou ser possível quando você era mais jovem, e ainda assim você hesita. Será que vai ser o suficiente? Você já ouviu dizer que é necessário muito dinheiro ou que você deve se aposentar enquanto ainda tem saúde e tempo para viver. Você analisa e pondera, mas simplesmente não consegue tomar a decisão. Enquanto isso você continua trabalhando, esperando garantir uma aposentadoria segura. Mais um ano passa, e a história se repete.
         O problema é a falta de segurança em torno do tema: O quanto é o bastante? Se você terá uma pensão razoável ou muito dinheiro, então você pode se aposentar com poucas preocupações. Mas a grande maioria de nós nunca sabe com certeza absoluta se tem patrimônio suficiente para garantir um estilo de vida . Claro, você pode pagar uma orientação profissional para criar simulações com seus valores com intervalos de confiança para o futuro. Mas deve-se levar em conta que depois de alguns anos a vida pode ter um rumo diferente e você vai perceber que as projeções foram simplesmente isso: projeções do futuro com erros definitivos.

sábado, 20 de dezembro de 2014


Como escrever um plano de aposentadoria simples

          A maioria das pessoas quer entender a aposentadoria, mas não tem a resposta a uma questão central - Qual o patrimônio que é necessário para se aposentar? Apesar de ser uma pergunta aparentemente capciosa. A resposta é: "depende". Essa resposta é certa, porque depende de estimativas e questões de estilo de vida que são diferentes para cada investidor.
        A incerteza sobre ter os recursos necessários pode afetar qualquer pessoa, independentemente das circunstâncias gerando medo e ansiedade.
       Um bom início é ser capaz responder as seguintes perguntas:
Qual o valor do patrimônio?
Qual a expectativa para as despesas na aposentadoria?
Qual a necessidade de renda necessária para a aposentadoria?
Qual deve ser o valor a ser poupado mensalmente para garantir essa renda?
        A maioria das pessoas não sabe a resposta qualquer uma dessas perguntas, mas sabem a resposta para: Quanto tempo falta para a aposentadoria?
       As pessoas sabem que precisam poupar mais e que isso é importante. O que as pessoas não sabem (ou não tem tempo para aprender) é como determinar o impacto das mudanças nas taxas de juros em um plano de aposentadoria.
       Dizer que economizar 10% da renda é o suficiente realmente não soa como um bom plano.






domingo, 23 de novembro de 2014

Risco: Drawdown - A medida da perda


             Recuperar um capital perdido é muito mais difícil do que preservá-lo. Uma pessoa que possua um capital de R$ 100.000,00 e venha a perder 25% deste, ficará com R$ 75.000,00. Se no mês seguinte ganhar 25%, seu capital não voltará a ser R$ 100.000,00, mas R$ 93.750,00. E se ao invés de 25% perder 50%, precisará obter um ganho de 100% sobre o capital restante para voltar a possuir os mesmos R$ 100.000,00. Caso a perda seja de 90%, precisará obter um ganho de 900% apenas para voltar a ter o capital com que começou.
Isso é o drawdown de um investimento. É o percentual sobre o capital restante que é necessário ganhar para recuperar o total do capital investido. Recuperar-se de um drawdown pode ser extremamente difícil, pois é preciso ganhar um percentual maior do o que fora perdido para voltar o breakeven (zero a zero). Essa relação aumentará geometricamente na medida em que as perdas ficarem maiores. A tabela abaixo demonstra o quanto o gerenciamento de capital e a administração do risco são importantes.

Capital perdido (%)
Percentual do capital para
a
recuperação (%)
10
11,11
20
25,00
30
42,85
40
66,66
50
100
60
150
70
233
80
400
90
900